Autorretrato

O meu nome é introversão
Meu sobrenome é timidez
Ansiedade no coração
Quero tudo de uma vez
 
Eu não tenho paciência
Esperar me desespera
Mesmo sem experiência
Vou à luta nessa guerra
 
O meu peito é uma indústria
Que produz sem cessar
Toneladas de angústias
Só pra me incomodar
 
Falho tentando entender
Minha personalidade
Com a palavra sofrer
Já criei intimidade
 
Eu morro de vergonha
E também vivo com ela
A minha cabeça sonha
Balança, ferve, congela.
 
Tudo ao mesmo tempo
Ou nada por enquanto
A 1000 ou 1 por hora
Continuo caminhando.
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Paulo Cesar

Repórter, poeta, cronista, amante de música, literatura, futebol e jornalismo.